Alimentação Equilibrada
Alimentar bem um cão é fornecer-lhe os nutrientes necessários e de forma equilibrada, os quais se encontram numa boa ração sem ser necessário recorrer a outras fontes ou complementos.
No ser humano, a alimentação será tanto mais rica e completa quanto mais variada ela for. No regime alimentar do cão, a situação é completamente diferente, porque o seu organismo não aceita facilmente essas variações.
Assim, adoptado um tipo de ração, esta deve manter-se sempre. Se por qualquer motivo houver necessidade de mudar de ração, não se deve passar de uma para a outra bruscamente, mas ir misturando gradualmente uma na outra. Com este cuidado evita-se que o cão venha a sofrer de distúrbios digestivos.
A ração é um alimento completo, constituindo assim a solução ideal por possuir todos os ingredientes necessários sem ser preciso adicionar-lhe outros produtos. Só em casos especiais, e apenas por prescrição do médico veterinário, a ração deverá conter aditivos (cálcio, vitaminas, etc.).
A ração que aqui está a ser referida é a ração seca, apresentada sob a forma de granulado. Existem rações húmidas, enlatadas, que são mais apetitosas para o cão, mas cuja conservação não é tão fácil.
Se o cão não for habituado de pequeno à ração, logo quando deixa de alimentar-se do leite materno e inicia a sua alimentação com produtos sólidos, dificilmente mais tarde aceitará comer apenas ração. O cão prefere sempre a nossa comida ou outra parecida.
As vantagens da alimentação feita exclusivamente com uma boa ração trazem inúmeras vantagens para o cão mas também para o dono, pois é cómodo, prático e seguro.
Porém, a maioria das pessoas não consegue administrar este regime alimentar com esta rigidez e cede facilmente aos caprichos do cão. Depois é tarde!
Os cães não devem comer a nossa comida, quer sejam restos ou mesmo os alimentos cozinhados para as pessoas. Por vários motivos:
1º A nossa comida normalmente tem uma quantidade de sal excessivo que é prejudicial à saúde das próprias pessoas e igualmente aos animais;
2º Os temperos usados na culinária (especiarias) são úteis apenas para os humanos, porque tornam a alimentação mais agradável e, usados moderadamente, estimulam o apetite e a digestão mas são prejudiciais para o cão;
3º Dar da nossa comida ao cão é obrigá-lo a um regime alimentar variado, que não é aconselhável.
Alimentos absolutamente contra-indicados: chocolate, todos os produtos que contenham açúcar (bolachas, etc.), enchidos, salgados, conservas, batata, pão, leguminosas (feijão, grão, ervilhas, etc.)
Regime alimentar:
O cão adulto, por norma, faz duas refeições por dia, sendo a da noite a mais substancial ou apenas uma ao fim do dia. O regime a estabelecer depende dos hábitos das pessoas e dos hábitos criados no próprio cão.
Um princípio a ter em conta é o de não forçar ou aliciar o cão a comer. Tal como as pessoas, eles também têm dias em que não têm apetite e isso não significa que tenham adoecido. Se passarem um ou mesmo dois dias sem comer, não lhes faz mal nenhum e esse jejum até pode ser benéfico. Se a falta de apetite persistir, claro que é conveniente consultar o veterinário.
Outro cuidado a ter tem a ver com o excesso alimentar, especialmente se o cão tiver uma vida muito sedentária. Muita comida e pouco exercício é meio caminho andado para se tornar obeso, com as consequências prejudiciais daí resultantes.
No Labrador, é necessário ter algum cuidado com a sua alimentação dado que esta raça tem por norma um apetite insaciável. Assim, consoante a idade, o peso e a actividade física do cão, é necessário controlar a dose diária de ração que lhe é administrada.
As doenças mais comuns do cão
A Dilofilariose
A Dilofilariose, também conhecida por verme do coração, é uma doença que ataca cães e gatos, relativamente pouco conhecida e à qual nem sempre se dá a devida importância. Esta doença é provocada por certos mosquitos que ao picarem um cão infectado ficam em condições de transmitirem a doença a um cão são quando sugam o seu sangue para se alimentarem.
A Erlichiose
A Erlichiose é uma doença infecciosa transmitida pela carraça. A Erlichiose é transmissível ao homem (febre da carraça) mas apenas se ele for picado por uma carraça portadora e não pelo simples contacto com o cão infectado.
A Esgana
A Esgana é uma doença viral altamente contagiosa e eventualmente mortal, que ataca os cães de qualquer idade, muito particularmente os animais mais jovens. A esgana transmite-se por contacto directo ou por via aérea (tosse ou espirro) de um cão infectado com o vírus para um cão são e não vacinado.
A Leishmaniose (ver + abaixo)
A Leishmaniose é uma doença infecciosa causada por um microorganismo (protozoário - leishmania), que é transmitida ao cão, a animais silvestres como roedores e também ao homem por um mosquito, o flebótomo.
A Leptospirose
A Leptospirose é uma doença infecciosa febril, aguda, de carácter sistémico, potencialmente grave, causada por uma bactéria, a Leptospira, normalmente transmitida pela urina dos ratos. Em seres humanos, atinge pessoas de todas as idades, mas em 90% dos casos o desenvolvimento da leptospirose é benigno. Nos animais, quando não vacinados, a doença é mortal.
A Parvovirose
A Parvovirose é uma doença contagiosa, causada por um vírus, que ataca os cães domésticos, especialmente os cachorros por serem mais vulneráveis. No homem manifesta-se sob a forma de infecções nas vias respiratórias e nos olhos, mas sem gravidade, ao contrário da incidência nos cães onde normalmente é fatal.
A Sarna
A Sarna é uma doença parasitária externa, muito contagiosa, produzida por um ácaro. Este ácaro escava galerias na epiderme dos animais, produzindo irritação e intenso prurido. A pele fica avermelhada e os animais perdem peso por causa do incómodo. A fêmea põe os ovos sob a pele, enquanto os outros propagam a doença pelo corpo do hospedeiro e de outros cães.
A Tosse do Canil
A Tosse do Canil é uma traqueobronquite infecciosa causada por diversos vírus e bactérias. Embora não afecte consideravelmente o estado geral de saúde do cão, esta infecção provoca uma tosse profunda, seca e incomodativa, que se transmite com muita facilidade especialmente em ambientes fechados, tais como canis, daí a origem do seu nome.
A Raiva
A Raiva é uma doença infecciosa aguda e fatal causada por um vírus, o vírus rábico, que se multiplica nas glândulas da saliva e se transmite a humanos normalmente através da mordedura de um animal infectado. O vírus atinge o sistema nervoso central e é 100% letal.
Indicação do esquema de vacinação:
6 semanas ------» Parvovirose
8 semanas ------» Parvovirose, Esgana, Hepatite vírica e Leptospirose
12 semanas (reforço da vacina anterior) ------» Parvovirose, Esgana, Hepatite vírica e Leptospirose
16 semanas ------» Raiva
Reforço das vacinas anualmente.
Displasia da anca
Consoante o grau dessa deficiência assim será mais ou menos grave a situação. Esta doença é difícil de diagnosticar quando o cão é muito jovem, só se tornando óbvia na maior parte dos casos, no culminar do seu crescimento.
A Displasia da Anca pode ser classificada em diversos graus culminando numa debilidade insuportável. Altura e peso excessivos estão entre os factores que podem influenciar o seu desenvolvimento. Daí a importância de uma dieta correcta sugerida pelo Veterinário. Os cães jovens têm dificuldade em levantar-se, correr ou usar escadas. Os cães idosos podem apresentar dores agudas, especialmente após exercício.
Raças de Risco:
Qualquer raça pode padecer deste mal, mas as raças grandes têm maior incidência devido ao esforço suplementar que suportam durante o crescimento.
Factores que predispõem:
- Exercício físico em excesso;
- Excesso de uso de cálcio e alimentação desequilibrada;
- Hereditariedade;
Tratamento da Displasia:
Não existe cura da Displasia. É necessário recorrer a medicação até ao final da vida dos animais. Em casos extremos só pode ser corrigido com a ablação da cabeça do fêmur para evitar o atrito ou prótese total da anca. O animal nunca poderá ter os mesmos níveis de movimento que um saudável, mas a sua condição é muito melhorada. Terá ainda que fazer um acompanhamento até ao final da sua vida. Notem que esta cirurgia é extremamente onerosa.
Os criadores que cruzam somente animais que fazem o despiste de displasia da anca têm verificado a diminuição de incidência da mesma.
No entanto, os não criadores, que por ignorância cruzam animais sem saber os seus antecedentes, estão entre os primeiros a ter problemas.
Os animais que possuem Displasia não devem fazer cruzas de forma a evitar o aparecimento nos seus descendentes. Deve ser sempre exigido ver os pais quando se adquire um animal destas raças, bem como um certificado de Isenção de Displasia dos mesmos que será obrigatoriamente emitido por um Médico Veterinário.
De qualquer forma deve consultar um Veterinário antes de adquirir um animal para se informar melhor sobre os prós e os contras de cada raça.
A Leishmaniose
A leishmaniose é uma doença infecto contagiosa própria de certos países quentes como África, América Central e do Sul, Ásia Central, Índia, China e também do sul da Europa, mais concretamente dos países de clima mediterrânico.
Os casos de leishmaniose em Portugal são ainda em número relativamente reduzido - a incidência da doença no nosso país verifica-se especialmente no Sul, península de Setúbal e vale do Tejo, embora estes casos não devam ser sejam negligenciados devido à fácil disseminação da doença.
Descrição sumária:
A leishmaniose é uma doença infecciosa causada por um microorganismo (protozoário - leishmania), que é transmitida ao cão, a animais silvestres como roedores e também ao homem por um mosquito, o flebótomo, ao qual no Brasil - país detentor de um elevado número de casos - se deram vários nomes: “palha”, “asa dura”, cangalhinha”, etc. Este insecto é pequeno (2 a 3 mm) e tem uma coloração clara (cor de palha).
A doença pode desenvolver-se de duas formas distintas:
Tegumentar ou cutânea – que se caracteriza por feridas na pele, que não cicatrizam;
Visceral ou Calazar – que atinge determinados órgãos internos (baço, fígado e a medula óssea).
Sintomas da doença no cão:
- Queda de pêlo
- Emagrecimento
- Vómitos
- Fraqueza geral
- Apatia
- Febre irregular
- Feridas persistentes, que não cicatrizam (leishmaniose cutânea)
- Dilatação do fígado ou do baço (leishmaniose visceral)
- Aumento exagerado das unhas.
O grande problema desta doença é ser assintomática, isto é, os sinais surgirem quando a leishmaniose já atingiu um elevado grau de desenvolvimento. O cão pode ter um aspecto perfeitamente saudável e, no entanto, já estar infectado. Por isso, estes sintomas surgem já numa fase terminal desta doença de progressão lenta.
Diagnóstico:
O diagnóstico da leishmaniose é feito através de um exame clínico específico (despiste da doença), que se justifica apenas quando se verificam casos na zona. Normalmente este despiste é feito uma vez por ano, no fim do verão.
Prevenção:
Actualmente ainda não existe nenhum processo eficaz de prevenção da doença, embora tenham sido feitas tentativas no sentido de se criarem vacinas para o efeito. No entanto, a utilização de certos artifícios como coleiras e outros produtos antiparasitantes, minimizam a propagação, embora não a evitem a 100%. Normalmente estes artigos combatem simultâneamente as pulgas e as carraças, mas não deixe de consultar o veterinário sobre o produto mais indicado para este efeito. Se vive numa zona de risco ou numa região onde existam charcos ou quaisquer outros meios propícios ao desenvolvimento de mosquitos, convém estar-se sempre muito atento ao estado de saúde do cão. Ao mínimo sintoma deve consultar-se o veterinário.
Embora se trate de uma espécie particular de insecto, há outra doença – a dirofilariose – que também é provocada por um mosquito, neste caso, a vulgar melga, se evidentemente estiver infectada.
A forma mais eficiente de erradicação da doença seria eliminar o mosquito agente transmissor da leishmaniose. No entanto, isso não é fácil e obrigaria a um esforço conjugado com as autoridades através de uma desinfecção do território através das pulverizações tradicionais com insecticidas. Dado que esta espécie de mosquito se desenvolve em locais com matéria orgânica em decomposição, lixeiras, etc., será conveniente evitar esses locais. Ao contrário do que normalmente se divulga acerca deste insecto, este não prefere o fim da tarde e o princípio da manhã para sugar as suas vítimas, ou junto de zonas húmidas e locais com águas paradas, que são os locais onde vivem e se reproduzem outras espécies de mosquitos e não este.
Cura:
No homem, quando a doença é diagnosticada a tempo, o tratamento e cura são possíveis. Aliás ela ocorre no homem especialmente em crianças, pessoas idosas, debilitadas ou indivíduoa imunossuprimidos. No cão a doença é incurável, mas pode ser tratada se o estado geral de saúde do cão for aceitável e principalmente se a doença não tiver atingido um elevado grau de desenvolvimento. O cão, quando tratado a tempo, conserva uma boa qualidade de vida. O tratamento elimina os sintomas mas o animal continua portador. No entanto, depois de tratado, deixa de ser transmissor. Houve um enorme extermínio de cães positivos, tido como única solução para a disseminação da doença, dado o cão efectivamente constituir um hospedeiro por excelência. No entanto, outros vertebrados como roedores podem igualmente servir como intermediários.
Ciclo da leishmaniose:
A doença transmite-se através da picada de uma espécie de mosquito – o flebótomo. O mosquito, ao picar um ser infectado para se alimentar – que tanto pode ser o cão como um animal silvestre ou o próprio homem – absorve o parasita (agente causador da leishmaniose) que se desenvolverá atacando algumas células sanguíneas tornando-se infectante após cerca de sete dias. Ao fim deste tempo, quando o mosquito for picar outro vertebrado para se alimentar, vai deixar nele o parasita na sua corrente sanguínea, onde se reproduzirá e provocará a doença. E termina aqui o ciclo. O mosquito não passa de um hospedeiro intermediário que, ao picar este vertebrado doente servirá de veículo do parasita a outro ser (sadio) que vier a picar e assim sucessivamente. Sem o mosquito não haverá o ciclo. Por isso, o contacto de um cão contaminado com um sadio ou o simples contacto do cão com o homem não constituem qualquer perigo de contágio da doença como frequentemente se pensa. O contágio cão-cão só poderia ocorrer se se usasse a mesma agulha de vacinação num infectado e noutro não infectado, por exemplo. O período de incubação, isto é, desde a picada do mosquito até ao aparecimento dos primeiros sintomas da doença é muito variável e isso também dificulta o diagnóstico - de 10 a 25 dias, podendo chegar a um ano ou mais.
Pontos a considerar:
Um cão só infecta novos mosquitos (e estes por sua vez infectarão novos cães) se estiver na fase activa e visível da doença, ou seja, na fase terminal, com chagas na pele, as quais estão infectadas com leishmanias. O cão tratado com medicamentos é portador mas NÃO é infectante para os mosquitos! Pode ter uma vida normal sem qualquer sintoma e sem infectar novos mosquitos. A doença em humanos é controlável e muito menos perigosa do que nos cães. As pessoas que desenvolvem as formas mais severas de leishmaniose visceral são normalmente crianças ou pessoas imunodeprimidas, mas mesmo nessas existe cura. Os cães estão menos protegidos contra a leishmania, daí que os sintomas sejam muito graves acabando sempre por sucumbir à doença mais tarde ou mais cedo.
Os grandes disseminadores da leishmania acabam por ser os animais selvagens, os roedores e muitos dos animais abandonados, pois estes não estão sujeitos a tratamento como os nossos cães e estão completamente à mercê dos mosquitos. Até agora, a única forma de nos defendermos deste mosquito é evitar passeá-los em áreas sujas e contendo matéria orgânica em decomposição. Usar coleiras repelentes de mosquitos e pulverizar a área dos canis. Aplicar redes mosquiteiras nas janelas. Se após um tratamento adequado se verificar que os sintomas persistem e o animal está condenado a um enorme sofrimento e a uma morte lenta, será preferível eutanaziá-lo. Isto poupa o animal do sofrimento e contribui para salvar outras vidas. O despiste da leishmaniose em cães aparentemente saudáveis é o ideal, pois podem começar com o tratamento mais cedo e a sua esperança de vida aumenta consideravelmente.
Marley & Eu
Um cão não julga os outros pela cor da pele, credo religioso ou classe social, mas sim por o que elas têm dentro de si mesmas. Um cão não se interessa em saber se somos ricos ou pobres, educados ou iletrados, burros ou inteligentes. Dêem-lhe o vosso coração que ele dar-vos-á o seu."
Um cão da realeza
Um bom criador
Existe ao pé do caixote da ninhada um sítio onde as pessoas se possam sentar ou deitar?
O recinto onde está a ninhada, está limpo e cheira bem?
A cadela-mãe parece saudável e contente?
Quando entra no recinto, os cachorros mostram curiosidade, sem sinais de timidez ou de agressividade?
A mãe e os cachorros cumprimentam o criador?
O criador sabe dar informações de cada cachorro e da mãe sobre particularidades de temperamento e comportamento?
Ele consegue pôr os cachorros ao colo sem que a mãe ameace?
Retriever do Labrador
O Retriever do Labrador é uma das mais conhecidas raças de cão. Notabiliza-se pela sua amabilidade, inteligência e obediência. Devido a estas características, são frequentemente treinados para cães de caça, de assistência, como cães-guia ou de serviço. A raça Labrador é uma das mais populares em todo o mundo, em especial nos Estados Unidos da América e na Europa. Óptimo cão de companhia, adora estar na presença de humanos e odeia estar sozinho! Não é, de todo, adequado para alguém que esteja fora de casa por longas horas durante o dia.
A origem do nome "Retriever"
O nome "retriever" deve-se ao facto de o Labrador ter como principal função, a busca de caça abatida. Existem mais raças na família dos "retrievers", como, o Golden Retriever, o Toller Nova Scotia Duck Tolling Retriever), o Curlie Coated Retriever, o Chesapeake Bay Retriever ou o Flat Coated Retriever.
Temperamento
O comportamento tem base na genética e na educação do cão. Assim, o temperamento de um bom Labrador será oriundo de pais que correspondem ao que se espera da raça e que recebem uma educação cuidada e adequada, sem violência, mas também sem mimos excessivos.
Os Labradores são cães com bastante energia enquanto cachorros . Isso significa que eles são como crianças, e se deixados sozinhos com objectos perigosos por perto, irão fazer a sua "arte". Quando adultos, diminuem a actividade física espontânea, mas não perdem o espírito brincalhão e amigo, estando sempre dispostos a mais um passeio com o dono ou mais uma corrida com as crianças.
Como estão sempre dispostos a agradar o dono, aprendem facilmente a cumprir as mais diversificadas ordens ou realizar as mais diferentes actividades. Adoram brincar e gostam muito de água, as crianças são a sua paixão protegendo-as lealmente até ao fim.
Um Labrador SEM COMPANHIA não se desenvolve de forma saudável, os labradores da actualidade foram tornados cães de família, habituados a viver rodeados de gente à sua volta e a receber mil e um mimos diários.
Características
Á primeira vista, o Labrador parece insignificante, mas tornou-se mundialmente popular devido às suas características únicas. Consegue manter a sua serenidade mesmo no maior dos caos, tem uma capacidade de adptação única e é muito dedicado à família.
Desde do principio do século XX que os europeus reconhecem as qualidades deste cão! Recrutou na Primeira Guerra Mundial junto da aristocracia e dos caçadores, entregavam informações, transportavam medicamentos e procuravam subterrados.
Devido ao seu temperamento equilibrado e à sua resistência, começaram a ser usados como cães-guia para cegos. Mas, sempre disposto a aprender revelou-se também, para descobrir os afogados debaixo de água e arrasta para terra as pessoas em perigo de naufrágio que entram em pânico, após avalanches, terramotos ou outras catástrofes naturais, procuram os soterrados.
Persistente e companheiro é o cão preferido na polícia e nos serviços de alfândega. Para além de tudo isto continua a efectuar a sua tarefa de ajudante de caça, na procura de aves aquáticas.
A única coisa para a qual não é adequado é para cão de guarda, apesar de vigiar com grande atenção, dificilmente pode vir a ser um cão «agressivo», devido ao seu alto limiar de excitação e à sua falta de agressividade.
Labradores são cães de médio a grande porte. Pelo padrão, as fêmeas devem medir entre 54 e 56 cm na cernelha e os machos entre 56 e 57. A cernelha é o ponto mais alto do ombro, antes do pescoço. O tamanho é medido desse ponto até o chão. Labradores em boa forma (não obesos) pesam, em média, entre 37 e 42 quilos, dependendo do sexo e genética.
A pelagem é dupla: tem pêlo (mais duro e comprido) e subpêlo (que se vê abrindo a pelagem). São encontrados em três cores: amarelos (variando do creme claro ao avermelhado da raposa), chocolates ou pretos. A cor tem que ser homogénea, e uma pequena mancha branca é aceita somente no peito, preferindo-se os inteiros de uma cor. O nariz, contorno dos olhos e lábios dos chocolates são marrons. Nos amarelos e pretos são pretos. Um nariz um pouco mais claro (não rosa, nem marrom... um preto desbotado) é aceite nos amarelos mais velhos ou durante frio intenso. Os olhos nas três cores devem ser castanhos, podendo ser um pouco mais claros (mas ainda castanhos) nos exemplares chocolates.
Labradores amarelos com nariz, contorno dos olhos e lábios, rosas ou marrons, são considerados despigmentados. Essa falha de pigmentação leva o cão a ser mais suscetível à problemas de pele, inclusive queimaduras dos raios solares (e isso pode levar ao cancro de pele). Portanto, os Labradores despigmentados, devem ser muito amados como cães de companhia, mas não devem se reproduzir, e o dono deve (obrigatoriamente) tomar cuidados adicionais, e somente expô-lo ao sol em horários específicos (de manhã ou bem à tarde). As orelhas são pendentes, triangulares e médias.
O focinho deve ser médio e forte (largo). Os dentes fecham-se em tesoura (visto de frente, os dentes de cima ficam logo à frente dos debaixo, sem espaços).
As costelas e o rabo são bem característicos. As costelas são bem largas e arredondadas. Como é um cão que foi feito para caçar em águas geladas, precisa de um bom pulmão. Por isso as costelas tem esse formato, que lembra o de um barril. Às vezes isso dá a impressão de se tratar de um cão gordo. Se colocar a mão sobre as costelas e conseguir sentí-las com certa facilidade, verá que o exemplar não está fora do peso e sim que tem as costelas corretamente arqueadas.
O rabo é um outro ponto importantíssimo. Serve de leme nas mudanças de direção enquanto o cão nada. O rabo deve ser largo, relativamente curto (se puxado para baixo deve atingir, no máximo, o jarrete ("calcanhar") e recto. Rabos finos e curvados para cima não serviriam para a actividade original, e por isso, são penalizados nas pistas de exposição.
Origens
Na planície de Terra Nova (Canadá) existiam alguns cães que trabalhavam com os pescadores que puxavam redes de pesca e apanhavam os peixes que escapavam entre as redes.
Eram basicamente de dois tipos: um maior e mais peludo, outro menor e de pelagem mais curta, este também conhecido como Cão de Saint John.
Esse cães foram levados para o Reino Unido, e alguns caçadores de aves (especialmente patos) descobriram que poderiam utilizar algumas das características desses cães para criar uma raça específica para a função. Mantiveram, através de acasalamentos seleccionados, características como a vontade de buscar objectos, o gosto pela água, a pelagem grossa e resistente, a boca "macia" (que agarrava objectos sem danificá-los), a docilidade e a obediência. Os cães menores e com pelagem mais curta eram mais aptos ao trabalho, já que cabiam melhor nos barcos pequenos, eram mais fáceis de serem puxados de volta à embarcação e a água não congelava entre os pêlos, como ocorria com cães de pelagem mais longa.
Foram usados cães locais e cães de outras raças, além do Saint John. Eram selecionados os cachorros mais aptos ao trabalho.
Com isso chegou-se ao Labrador. No início, apenas os pretos eram reconhecidos. Como nasciam cães de outras cores nas ninhadas, alguns criadores uniram-se e fundaram o Clube do Labrador Amarelo, que foi a segunda cor a ser reconhecida pelo TKC (The Kennel Club). Por último, reconheceram o chocolate, que também era comum, mesmo em ninhadas de pretos.
Assim, o local que originou a raça através da selecção é a Grã- Bretanha. Apenas um conselho de criadores dessa localidade, sob aprovação do kennel club local, pode modificar as características descritas no padrão oficial.
Saúde
Quanto à saúde, os Labradores não costumam ter problemas maiores.
Deve-se ter muito cuidado ao adquirir um cachorro, ou ao pensar em acasalar o cão que está em sua casa. A displasia coxofemoral (displasia da anca) a displasia de ombros são duas doenças geneticamente transmissíveis, sem cura e que podem não apresentar sintomas.
Ao comprar um cachorro, deve-se ver as chapas de displasia (raios X) dos pais, mesmo que ambos pareçam saudáveis. Essas chapas são feitas depois dos dois anos de idade (quando o cão já está completamente formado) e por um veterinário. Alguns dos melhores criadores também testam se os cães têm algum problema cardíaco ou de olhos que possa ser transmissível aos cachorros.
Como são cães pesados e grandes, deve-se evitar a obesidade (que sobrecarrega patas, pernas e coluna), piso liso e escadas (especialmente com cachorros).
Em países de clima quente, além das duas trocas anuais de pêlos, os Labradores fazem uma "muda contínua" durante todo o ano. Alimentação adequada e de boa qualidade, escovagens frequentes e poucos banhos com shampoo ou sabonete, melhoram um pouco a situação. Banhos de piscina ou de mangueira são liberados, mas o dono deve secar as orelhas e ouvidos para evitar otites.















